Viver Consciente
Pais, filhos, games, computadores & Cia
Fala sério! Muitos pais ficam felizes da vida quando, por horas seguidas, não ouvem nenhum pequeno barulho dos filhos dentro de casa. E onde eles estão? Adivinhou! Na frente de um computador ou jogando vídeo-game no quarto. Hartmut Warkus, professor de mídia na Universidade de Leipzig, diz que os pais de filhos que passam mais de 3 horas em frente ao computador quando crianças, não devem se surpre
Fala sério! Muitos pais ficam felizes da vida quando, por horas seguidas, não ouvem nenhum pequeno barulho dos filhos dentro de casa. E onde eles estão? Adivinhou! Na frente de um computador ou jogando vídeo-game no quarto. Hartmut Warkus, professor de mídia na Universidade de Leipzig, diz que os pais de filhos que passam mais de 3 horas em frente ao computador quando crianças, não devem se surpreender quando alguns anos mais à frente eles passarem mais de 10 horas à frente dele. Portanto, constatação chama-nos a atenção para a urgente necessidade dos pais orientarem crianças e adolescentes sobre os malefícios dessa prática viciante e causadora de diversos transtornos comportamentais graves. Lembrando que essa prédica educativa deve ir além da imposição dos necessários limites, para, apropriadamente, estimula-los a desenvolver outras atividades mais saudáveis visando o melhor aproveitamento do tempo e um ganho considerável em qualidade de vida.
Além disso, convém não esquecer também que em muitos casos esse “abandono” dos filhos frente à televisão, vídeo game ou computador, é fruto de uma danosa desatenção dos pais para com eles. É algo assim como se esses aparelhos os substituíssem, como se fossem babás eletrônicas a entretê-los. Daí que muitas crianças crescem sem que seus pais tomem conhecimento de suas necessidades afetivas, de suas aflições ou da busca de respostas às situações que a vida lhes apresenta nesse período tão importante das suas existências. A velha desculpa da falta de tempo para estar com os filhos, longe de ser uma justificativa aceitável deve ser tratada como uma demonstração da irresponsabilidade para com a educação deles.
Em analises comportamentais levadas a efeito em terapia com jovens e adultos portadores de algum desconforto emocional, uma situação que tem aflorado com maior freqüência é a da carência ou inexistência de um padrão afetivo mais qualificado, mormente resultante da falta de afetividade demonstrada através de estímulos positivos ou carícias dos pais para com os filhos. Portanto, a exigência da presença dos pais no acompanhamento de tudo que diga respeito a seus filhos desde a mais tenra idade, seja no brincar ou em outras atividades, é elemento preventivo de futuros desconfortos emocionais, inadequações ou desajustes sociais. No mais, vale lembrar que o tempo gasto junto aos filhos é um belo investimento, cujo retorno é a garantia de boa saúde emocional, principalmente.
Boa Reflexão para você e viva consciente.
"Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender."
--Alvin Toffler
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