Porque será que nos valorizamos muito pouco? Esta pergunta durante muito tempo fez parte das minhas indagações. Antes mesmo de iniciar o meu trabalho como terapeuta eu já estudava e analisava essa questão, até porque eu tinha um complexo de inferioridade imensurável. E não pensem vocês que hoje tenho uma resposta pronta e acabada sobre isso, mas, pelo menos, acredito que tenho algumas pistas.
Uma delas está no que chamo de “cultura” da autodesvalorização, que é a soma da educação familiar, mais a escolar e a social. Essa educação às avessas amparada no medo, na manipulação, nos pré-conceitos e heranças emocionais negativas(traumas, bloqueios; neuroses variadas...), é que acaba moldando a maioria das pessoas a uma vida rica em frustrações, onde a baixa auto-estima impera.
Imagine você, uma pessoa que passou grande parte da sua infância e adolescência sendo desqualificada no ambiente familiar, como poderá ter outro sentimento que não seja o de inferioridade?; Como poderá sentir-se amada e confiável? Com certeza sentir-se-á rejeitada. Já que mencionei a questão da rejeição, é importante destacar que ela não se verifica apenas em situações em que a pessoa é abandonada de fato pelos pais, ou por um deles. Ela pode sentir-se rejeitada mesmo estando vivendo com os pais, quando, por exemplo, é alvo de comparação negativa com outro filho ou alguma outra criança, ou quando na escola é comparado pela professora, ou professor, com outro aluno. Nas duas situações se o sentimento de rejeição não for adequadamente trabalhado, ele pode vir a trazer problemas no crescimento emocional da criança, pois, ela pode desenvolver uma visão negativa de si mesma ao ver que não cumpre aquilo que esperavam dela.
Embora tenha feito referência a criança, é possível dizer que o complexo de rejeição pode vir à tona em qualquer idade, uma vez que, toda pessoa ao ser desqualificada, diminuída, pela outra, pode sentir-se, em maior ou menor grau, rejeitada. Vale lembrar ainda, que independentemente da situação em que alguém tenha desenvolvido um conceito negativo sobre si mesmo, sempre é possível reverte-lo com muito trabalho e esforço. O importante é que a pessoa tenha vontade e disposição para mergulhar fundo em si mesmo e permitir que todos os seus bons valores e qualidades venham à tona. Autovalorizar-se, dar o valor merecido a si mesmo, é fundamental para quem deseja qualificar-se para vencer na vida.
Boa reflexão para você.
Viver Consciente
Autovalorização
Porque será que nos valorizamos muito pouco? Esta pergunta durante muito tempo fez parte das minhas indagações. Antes mesmo de iniciar o meu trabalho como terapeuta eu já estudava e analisava essa questão, até porque eu tinha um complexo de inferioridade imensurável. E não pensem vocês que hoje tenho uma resposta pronta e acabada sobre isso, mas, pelo menos, acredito que tenho algumas pistas. Uma
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